terça-feira, 9 de julho de 2013

Além do que eu já caminhei...

Às vezes paro e penso o quanto nessa vida eu já andei, e como consegui chegar até aqui. É assustador pensar que uma menina que logo vai completar 17 anos já caminhou mais do que muitas mulheres de 30 por aí. Nunca fui de me gabar, mas aproveito muito bem minhas qualidades e faço questão de viver a festa da vitória quando passo por uma luta incansável, porém nunca para humilhar alguém, mas para exaltar os que me ajudaram. Não gosto de caminhar sozinha, mas em alguns momentos são necessários soltar as mãos de quem nos dá conforto e segurança, e aprender a ser sua própria luz, seu próprio guia. Tem dias que eu não aguento ninguém na minha cola, ninguém me mandando ou opinando o que eu devo fazer ou não, mas confesso que um pouco dessa atenção e interesse que demonstram me cativa, se não for tão exagerado assim... 

Me considero mais moleca do que menina, mas também tem dias em que me sinto mais mulher do que garota, e não tente entender. Apenas tenho um desejo insaciável  de crescer e evoluir, e não é tão fácil conviver com esse sentimento já que sou o tipo de pessoa que espera, mas prefere as coisas para ontem! Sei que não é fácil lidar comigo por essa questão, mas acredito que antes aprender a evoluir comigo do que ficar numa mesmice sem fim.

Fui criada para sempre caminhar de acordo com os meus pensamentos e no que eu acredito, e se vai além do que o mundo me dita, eu quero que o mundo se dane. Eu sigo e crio o meu caminho, abro espaço pra minha trilha e quem quiser vir comigo, eu dou a mão e ensino a caminhar, mas não estou aqui para empurrar ninguém, caminha quem quer! É cansativo, exaustivo e às vezes dá vontade de voltar pra casa, mas nada me tira da cabeça que as metas que eu faço para o meu futuro, só eu posso traçar e alcançar, afinal, é do meu futuro que se trata, e eu não troco esse direito por nada.

Reconheço que nem todo mundo tem a oportunidade de caminhar por onde tem vontade ou por onde tanto sonha, e é por isso que valorizo o direito que eu tenho de fazer as minhas escolhas, meus vínculos e aonde eu aceito chegar e sair. Cada um tem os seus limites e eu pouco conheço sobre os meus, mas sou daquelas que só acredita vendo, caso contrário fico com o pé atrás sempre e vou até onde eu sentir que posso chegar, ou até além. Talvez isso seja um defeito, mas vejo como uma qualidade. É tão difícil encontrar pessoas com fé no futuro, com perseverança naquilo que realmente sonham e que no primeiro obstáculo já acha que chegou no fim da linha e é aquilo mesmo, acabou. Essas pessoas não merecem o melhor da vida pois tem medo dela, medo de viver. Afinal, você vive ou sobrevive? 

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