sábado, 23 de novembro de 2013

Make up: Madrinha


Tenho eterna e extrema paixão por maquiagem, e apesar de não ter nenhum curso ou diploma na área, sei muitas coisas e aprendi ao decorrer do tempo. Às vezes realizo alguns trabalhos para eventos, casamentos, teatros, etc. Neste post, fugindo um pouco do padrão do blog, vim mostrar para vocês o trabalho que fiz neste sábado(23), uma maquiagem para madrinha de casamento noturno. Me baseei no próprio vestido e nos acessórios utilizados no look para compor a maquiagem, o que ornou as duas coisas. As cores utilizadas foram lilás, roxo e dourado com delineado e cílios marcados. Quem me acompanha no Instagram, no Facebook ou no Twitter, já deve ter visto as duas fotos acima, mas vim trazer algumas mais para mostrar o trabalho pronto completo, com look e tudo. Caso você tenha interesse em algum trabalho meu, favor entrar em contato(aqui) especificando o assunto que se trata. Espero que gostem!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"O Segredo": Coração emoldurado

Uma vez Marina apaixonara-se. Cegamente, subitamente, desenfreadamente. Ela amou, ou acredita que amou. Um garoto charmoso, bonito, de cabelos curtos e jogados, olhos castanhos e um sorriso torto, a conquistou. A levou para passear para um lugar onde sempre que o amor começa jamais tem um fim. A fez sentir num conto de fadas e viviam de beijinhos. Ganhou ela. Ela não ganhou ele. Alguém já o tivera anteriormente, mas que sentido fazia ligar pro passado se ela também tivera apagado o seu? Ou não.

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A estória aconteceu repentinamente, talvez um pouco amargamente, apesar dos bons momentos, os piores dominavam. Depois de um tempo, a paixonite esfriou, balançou e acabou. Tão friamente tudo o que era bom se apagou. Sabe-se lá porquê, é a rotina do amor, ou do quase amor. Do nunca amor. Ela sofreu e não nega, mas não gosta de tocar no assunto. Cutucar feridas do passado é como revivê-las no presente. Dói de novo, como se nunca houvesse sarado. Se sarou.

Dita recuperada, tomou um rumo na sua vida. Estudante de arquitetura, aspirante à desenhista. Um pouco de tudo, mais conhecida como “pau pra toda obra”. Não mais ficar em frente o relógio escutando cada "tic tac", aguardando sua chegada. Não mais produzir-se para um alguém que não reparasse. Não mais ele. Não mais ninguém, só ela. Reconhece seus defeitos, mas apaixonou-se por si mesma de uma forma que acreditasse que ninguém mais a amaria como tal. Viveu assim, durante um tempo.

Ao longo de alguns meses, sua vida mudou. Um ocorrido aconteceu e a desencadeou uma série de fatos que seu coração rejeita e sua mente desnorteia. Perdeu-se e ganhou-se sentidos de enormes questões. Ficou mais fácil perceber o que se passava dentro dela, ou talvez boa parte. Marina não era tão boa em esconder seus sentimentos. O espelho de sua alma sempre foram os olhos. 

Este texto é o capítulo dois da Web Série "O Segredo", para conferir o capítulo anterior clique aqui.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Não mais palavras soltas

Escrever é uma arte, mas também um desafio. É composta por frases, letras, palavras, acentos e pontos. É defeituosa, é ambígua e tenebrosa. É diferente, inconsequente e não mede as palavras. É inteiramente alma e coração, erroneamente confundida com dinheiro, mas uma publicação é fazer com que outros corações se emocionem e vivam a história contigo. É medo e coragem. É desenfreio. É dom e perseguição. É passar a noite em claro porque as palavras imploram a anotação no caderno. É o sentimentalismo extremo, é a transparência na cara dura, o aconchego com cada linha.

Talvez seja cheia de arrependimento, de mágoas e melodramas, mas nunca uma desfeita emocional. É uma forma de se entender e fazer que o entendam também, se isso possível for. É criar uma melodia em cada frase que acompanhe a orquestra sem sair do espetáculo e dar vexame. É querer mudar o mundo com meros verbos, é querer socializar com meros anônimos, é querer vivenciar com meros leitores que talvez nem existam. É uma paixão, carregada pela cruz.

Photography | via Tumblr
São os vocabulários clássicos, os medos desacerbados, a inocência e incoerência que transforma um papel em um filme, um capítulo em uma novela e uma vida em algumas páginas. É a forma de dizer ao mundo que por mais silencioso que tua voz seja, tua mente é turbulenta e tuas palavras escritas fariam um enorme estrondo em cada esquina que encontrasse um rastro do teu sentimento. Pareça drama, pareça mentira, pareça extremidade cultural ou até socialismo vulgar. Pareça pedra, pareça nada, pareça tudo ou não pareça. Seja o que for, ler é um dom e escrever é um dever de cada ser que tem algo a dizer.