segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Não mais palavras soltas

Escrever é uma arte, mas também um desafio. É composta por frases, letras, palavras, acentos e pontos. É defeituosa, é ambígua e tenebrosa. É diferente, inconsequente e não mede as palavras. É inteiramente alma e coração, erroneamente confundida com dinheiro, mas uma publicação é fazer com que outros corações se emocionem e vivam a história contigo. É medo e coragem. É desenfreio. É dom e perseguição. É passar a noite em claro porque as palavras imploram a anotação no caderno. É o sentimentalismo extremo, é a transparência na cara dura, o aconchego com cada linha.

Talvez seja cheia de arrependimento, de mágoas e melodramas, mas nunca uma desfeita emocional. É uma forma de se entender e fazer que o entendam também, se isso possível for. É criar uma melodia em cada frase que acompanhe a orquestra sem sair do espetáculo e dar vexame. É querer mudar o mundo com meros verbos, é querer socializar com meros anônimos, é querer vivenciar com meros leitores que talvez nem existam. É uma paixão, carregada pela cruz.

Photography | via Tumblr
São os vocabulários clássicos, os medos desacerbados, a inocência e incoerência que transforma um papel em um filme, um capítulo em uma novela e uma vida em algumas páginas. É a forma de dizer ao mundo que por mais silencioso que tua voz seja, tua mente é turbulenta e tuas palavras escritas fariam um enorme estrondo em cada esquina que encontrasse um rastro do teu sentimento. Pareça drama, pareça mentira, pareça extremidade cultural ou até socialismo vulgar. Pareça pedra, pareça nada, pareça tudo ou não pareça. Seja o que for, ler é um dom e escrever é um dever de cada ser que tem algo a dizer.

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