terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Planos novatos

Dezembro. Quase virando a esquina de um novo ano, formando novos planos. Quase pisando com o pé direito em 2014. Quase lá. Momento de mudar de rumo, aperfeiçoar os modos, querer mais do que já tem, ser mais do que é, evoluir. Momento de abraçar de novo o que talvez esse ano tenha levado. Entre mágoas, angústias, decepções, términos e inícios. Sobre um pensamento relevante, de ideias novas, pessoas desconhecidas, amigos, família. De querer um ano assim, como Dezembro. Constituído por amor, carinho, expectativa, fé, esperança de ser e crescer. De ter e jogar fora. De começar de novo, só que do jeito certo, como planejou.

2014 is coming soon!
Pode não ter sido um bom ano para muitos, ou pode ter sido maravilhoso. Dependeu de quem foi atrás, de quem quis e quem fez. De quem se achou e se perdeu nas 365 ruas de 2013. De quem se entregou e quem preferiu inibir. Quem se acalmou e quem extravasou. Quem foi diferente e fez como gente, como quem mostra o que quer e faz o que pensa. Quem presta atenção no que fala, nas atitudes que têm e nos amigos ao lado.

Muitos marcaram, outros ainda hão de marcar, eu sei. É especial deixar claro com quem nos relacionamos a importância que ela tem, a confiança que passa e o amor que convém. Deixa a inveja pra lá, deixa o medo voar e a liberdade se libertar. Permita-se sentir e agir como bem entender, da melhor forma que julgar ser, mas nunca contemplar a má fé. Iniciar o período de boas vibrações, cheias de emoções e cultivar as diferenças de uma boa maneira. De ajudar, de se doar e se entregar, finalmente, aos 45 do segundo tempo. Não é tarde, já foi. Não é amanhã, seja hoje. Se ainda não valeu, há de valer, faça você o que quiser fazer. Agradeça, apareça, mereça o teu rumo. Escreva teu destino, compartilhe um sorriso e curta a alegria do viver, do querer, do sonhar e fazer acontecer. Lecione a harmonia, mostre seu talento, procure aprender.

Prepare-se para uma nova era, produza e aperfeiçoe seu bem estar, sua personalidade, seu caráter. Ainda há chances de mudar, de se encontrar. Sobre pessoas alegres que fazem parte de cada vida, que compõe a melodia de cada riso, que pingam um brilho em cada olhar. Sobre o proceder de cada ação, a energia de cada pensamento e a vontade de estar. Do lado de quem nos ama, de quem amamos. De um lugar paradisíaco, ou apenas um lugar melhor. Momento este, de agradecer e contemplar pelo ano de vida, pelo ano que vem, por tudo que vem. De oportunidades a sua caixa de presentes está cheia, de sonhos e desejos. A tua realidade basta para tornar o seu conto de fadas em mais uma história de milagres do Natal.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Procura-se um amor

Amor é importante e impotente é a sua necessidade. Sempre foi um mistério para todos, desde quem sente até a Ciência. Tratam-o como uma lei, e se você não o tem, não vive, não é feliz. Quem não o encontra é encalhado e ficará para a titia... Admitimos que é algo sutil e destruidor ao mesmo tempo, só entende quem sente, e nem quem sente entende. É o gosto da paixão abençoada ou amaldiçoada, correspondida ou não. É um segredo que só quem criou tem em mãos.

Untitled | via Facebook
Nunca subestimei o amor, mas admito que já duvidei. Não é algo fácil de decifrar, de todos os ares que ele deixa, os pensamentos que nos invadem, as borboletas no estômago ou um simples sorriso que tem um enorme significado. Sabe-se lá quem já entrou na aventura de tentar encontrá-lo ou desencontrá-lo. É como um cofre de ouro, que todos querem, todos almejam e procuram, mas raramente poucos encontram. O verdadeiro é forasteiro, intruso e muitas vezes parasita. Invade onde não é chamado e entra sem pedir permissão, sendo aquela visita indesejada que uns aceitam e outros pedem para se retirar. A diferença é que não tem como pedir gentilmente para ele se retirar, não tem como sentar e conversar com o amor, explicá-lo o quanto ele machuca, ou até quando a falta dele causa um vazio.

Jamais façamos deste sentimento um peso nos ombros, uma cruz a ser carregada, um segredo ou até um possível medo. Existem pessoas que sentem pânico só de ouvir a palavra, e perdem a chance de serem completamente felizes com as oportunidades que o coração oferta, até quando é algo bom. Sei que o coração também não deve ter suas portas e janelas escancaradas ao primeiro que chegar, mas é possível selecionar quem você tem prazer de mostrar seus mais ocultos desejos, segredos e esquisitices. É importante e inegável o porto seguro que ele se transforma, e a necessidade de o ter perto vinte e quatro horas por dia é indispensável. Não é loucura, é amor.

A falta dele dói, causa depressão, tristeza profunda ou apenas um vazio. A falta dele pode ser superada ou desgastante. Pode ser como cada um puder e quiser aceitar. Pode ser um mero detalhe, fazer parte dos planos futuros mas nada para agora ou para amanhã. Não tem hora para chegar nem para ir, mas, ó, quantos o buscam sem fim. Encontram qualquer um e entregam em si o coração puro e guardado para outro, quando não o encontram são substituídos para o presente. A paciência é o remédio para essa dor, e a esperança é a receita. Tudo tem seu tempo, todos dizem, mas poucos esperam. E, querida, esperar é melhor. Vai machucar, vai incomodar, coçar, rasgar, mas vai passar. Vai chegar, vai causar e pode ir embora. Cuide do que tens agora para não perder o que o futuro te guardas. Não esqueça de cada detalhe teu, enquanto não encontra um alguém para compartilhar, anote para o amanhã mostrar. Não se exalte nem se desespere, não procure loucamente, apenas espere. Vai valer a pena e chegará quando você menos esperar, um alguém que você mais esperou e vai ficar. Um mês, um ano, uma vida. Ficará.

sábado, 7 de dezembro de 2013

"O Segredo": Caminho que o amor conduz

Dont let me go
Quarta-feira de abril, fim de tarde, rua deserta. Armadilha total para quem foge do mal. No caminho de casa, encontrara um homem alto, jovem, uns 26 anos de idade. Bonito, bem vestido e não aparentava má impressão. Conquistou-a, amor platônico, momentâneo, como aqueles que vivemos no ônibus. Queria ela saber contornar a vida, dar-lhe cores, pintar seus caminhos. Olharam-se e conversaram. Marina acabara de completar 18 anos, não via problemas no envolvimento. Logo saíram e encontraram-se durante dias e dias, e não demorou muito para o primeiro beijo acontecer.

Apesar de pouco tempo de convivência, sentiam-se íntimos e melhores amigos, mas queriam mais que isso e deixaram claro.  O rapaz chamava-se Murilo, mas seu nome era substituído por apelidos carinhosos. Futuro engenheiro, um bom rapaz, trabalhador. Gostos um pouco diferentes, mas nada muito extraordinário. Viam-se os convites de casamento com letras douradas em alto-relevo “M&M”. O amor estava oficialmente no ar e não era premeditado acabar, seria o cumprimento do "para sempre", das promessas, das vontades e desejos. De querer um ao outro, renovar a paixão e lembrar-se todos os dias o porquê se apaixonaram. Assim começou sua nova chance: Marina encontrou um novo porto seguro. 

Foi então que a questão de oficializar o relacionamento fora citada, e cobrada. Murilo visitou os pais de Marina, e se deram bem, de fato, mas a diferença de idade os impediu de aceitar. O pedido foi negado. Algo era cobrado, e seria impossível cumprir: arranjar alguém da idade dela. Afinal, ela não queria mais ninguém, nem imaginou-se sem o dito cujo e dificilmente o deixaria assim, por um pedido ou até uma obrigação. Amor não escolhe, se vive, e eles queriam viver. A decisão seria tomada, mas só havia duas opções: lutar ou deixar. A escolha foi clara e direta, não iriam desistir. Não era tão fácil assim, mas estavam certos de que este não seria o fim.

Este texto é o capítulo três da Web Série "O Segredo", para conferir o capítulo anterior clique aqui.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Pudesse ou poder?

Pudesse eu andar sob as estrelas, desenhar no céu. Pudesse curar tuas dores, segurar a tua mão. Enxugar todas as lágrimas e trazer conforto à quem precisa. Pudesse eu ver atrás de uma videira, o horizonte colorido que tanto fantasiei. Ver através do que eu não consigo alcançar, derrubar o muro de Berlim sempre que algo me desafiar. Ser além do que imaginam. Sabe-se lá quem sou, quem fui e quem pretendo ser. Me dou a liberdade de ser quem eu quero, no momento que me sentir apta a ser o que quiser. Tenho o direito de escolher o caminho que vou seguir, independente do que julgam correto ou mais fácil. E jamais viver para agradar os outros.

Untitled
Criam-se fiscais da vida alheia que cobram propina e se acham juízes de causa justa, julgam como uma dádiva divina. Independente do ocorrido, a fofoca rola solta. Enfesta a casa, a rua, o bairro. Surgem os famosos “zé povinhos” a cada bueiro encontrado, mas também acham-se ratos e baratas com o mesmo valor. São ignorados, excluídos e mesmo assim não se colocam no devido lugar. São destinos desenhados à mão de um governo, de um chefe. A liberdade é livre dentro de uma gaiola e nada funciona fora dos trilhos. Tudo monitorado, 24 horas, estilo BBB. Não se ganha 1 milhão de reais, nem torna-se famoso; és desvalorizado a cada momento que algum age na maldade e vive na sua cola, subindo em ti. Piedade, ó, à quem merece. Perdão, ó, à quem precisa. Pois de desculpas o mundo se alimenta, mas o dinheiro que o move.

Desmoralizado o trabalho digno, desafiado o ladrão engravatado, sente-se apto à tomar posse do público, manipulando cada passo, cada centavo e cada movimento deste mundo. Respeite quem pode chegar onde cada um chegou, de forma honesta e verdadeira. Sem maquiagem, sem medo e enrolação. Sem propina pra embargador, contando com a justiça divina ou o suor de quem lutou um ano inteiro para estar aí, ou aqui. Estar orgulhoso de si, objetivo alcançado ou seja lá, apenas a criação de um. Componha-se de fé, boas vibrações. São regras de uma sociedade egoísta, um governo mercenário no poder, e os poderosos tomando conta de cada ser. Somos mais que isso, do que podemos ser, do que sonhamos ser. E agora digo, pudesse eu? Não. Posso!