domingo, 1 de dezembro de 2013

Pudesse ou poder?

Pudesse eu andar sob as estrelas, desenhar no céu. Pudesse curar tuas dores, segurar a tua mão. Enxugar todas as lágrimas e trazer conforto à quem precisa. Pudesse eu ver atrás de uma videira, o horizonte colorido que tanto fantasiei. Ver através do que eu não consigo alcançar, derrubar o muro de Berlim sempre que algo me desafiar. Ser além do que imaginam. Sabe-se lá quem sou, quem fui e quem pretendo ser. Me dou a liberdade de ser quem eu quero, no momento que me sentir apta a ser o que quiser. Tenho o direito de escolher o caminho que vou seguir, independente do que julgam correto ou mais fácil. E jamais viver para agradar os outros.

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Criam-se fiscais da vida alheia que cobram propina e se acham juízes de causa justa, julgam como uma dádiva divina. Independente do ocorrido, a fofoca rola solta. Enfesta a casa, a rua, o bairro. Surgem os famosos “zé povinhos” a cada bueiro encontrado, mas também acham-se ratos e baratas com o mesmo valor. São ignorados, excluídos e mesmo assim não se colocam no devido lugar. São destinos desenhados à mão de um governo, de um chefe. A liberdade é livre dentro de uma gaiola e nada funciona fora dos trilhos. Tudo monitorado, 24 horas, estilo BBB. Não se ganha 1 milhão de reais, nem torna-se famoso; és desvalorizado a cada momento que algum age na maldade e vive na sua cola, subindo em ti. Piedade, ó, à quem merece. Perdão, ó, à quem precisa. Pois de desculpas o mundo se alimenta, mas o dinheiro que o move.

Desmoralizado o trabalho digno, desafiado o ladrão engravatado, sente-se apto à tomar posse do público, manipulando cada passo, cada centavo e cada movimento deste mundo. Respeite quem pode chegar onde cada um chegou, de forma honesta e verdadeira. Sem maquiagem, sem medo e enrolação. Sem propina pra embargador, contando com a justiça divina ou o suor de quem lutou um ano inteiro para estar aí, ou aqui. Estar orgulhoso de si, objetivo alcançado ou seja lá, apenas a criação de um. Componha-se de fé, boas vibrações. São regras de uma sociedade egoísta, um governo mercenário no poder, e os poderosos tomando conta de cada ser. Somos mais que isso, do que podemos ser, do que sonhamos ser. E agora digo, pudesse eu? Não. Posso!

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