quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Controlamos ou somos controlados?

Controle. Controlar o tempo, o dinheiro. Controlar o jeito ou o desmantelo. Controlar a raiva e o medo. Controlar um bisturi, ou apenas controlar o relógio. Sobre um desejo de querer controlar cada momento, mas perceber que somos incapazes de controlar nossa própria respiração. É impossível termos o controle de tudo e todos. Nem sequer nos controlamos, apenas tentamos. Tentativas, normalmente, falhas. 

Há quem queira controlar apenas alguns computadores; há quem queira controlar dinheiro e riquezas; Há quem prefira controlar pessoas, por uma questão de hobbie, ou até por pura falta de bom senso. Não é uma crítica ou terminantemente proibido querer controlar os passos e os planos, mas é que em alguns momentos, deixar o tempo levar ou trazer, é mais prazeroso e certo. 

TrafficDe tempos em tempos, algumas pilhas dos controles remotos têm sua carga zerada, e às vezes, os próprios controles estragam ou quebram-se por descuido. E assim são os momentos e as pessoas. Os planos devem ser planejados, mas nunca serem cem por cento certos, daqueles que damos a vida por tal coisa porque sabemos ou acreditamos que aquilo simplesmente não tem como dar errado. Pois é, aqui vai um recado: Tem como dar errado. Assim como também tem chances de dar certo. A vida é baseada nos 50% de certeza que temos sobre algo, e também nos outros 50% de incerteza que temos em tudo.

Te entendo, eu juro. Entendo como é querer saber de tudo, mas quando descobre-se a verdade, preferir não ter tanta curiosidade assim. É temível quando as coisas que acontecem não fazem parte do que você passou anos planejando, mas é compensador quando se vê que o que recebeu é muito melhor do que você um dia já sonhou. Ocupar-se com negócios, planejamentos, poupanças, medos e inseguranças custa caro e traz muita dor de cabeça. É preciso balancear cada plano para cada momento de sua vida, mas nunca depender solenemente deles. É preciso ter os planos A, B, C e o resto do alfabeto inteiro se quer que algo na sua vida dê certo.

A liberdade vive em pé de guerra com o controle, porque o controle tira o direito de muitos, põe no topo da pirâmide uma minoria que nem sequer precisa ser controlada, eles apenas controlam. E lá embaixo, no fim de tudo, uma multidão que se entrega e se rende, que são controlados, não porque querem, mas porque precisam. Controlar é algo genioso, mas ao mesmo tempo extremamente tenebroso. Depende muito de quem controla e de quem é controlado. Um sistema abominável, uma aliança inquebrável ou apenas uma desculpa humana para sentir-se um pouco maior diante de um mundo incontrolável. Uma desculpa gritante, que insiste em persistir e dizer: Eu mando

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